Numa fase particular da minha empresa me peguei refletindo sobre o porquê o site não era referenciado em nenhum lugar, comecei a usar métricas mas nada, segui a idéia do amigo Ricardo Jordão e criei um blog, mas criar um blog sem saber o que teu cliente quer ler fica difícil, foi quando me deparei com a indicação de livros do Mestre Nepô, um deles sobre blog, o livro Redação Inquieta, que segundo ele é uma leitura indispensável para quem quer blogar com conteúdo.Imediatamente adquiri por R$10,00, disconfiei, pois percebi que o livro era de 1985, achei estranho, livro para blogueiros lançado em 85? Era um preconceito idiota e geek, achando que livro para web tem que ser recente. Comecei a ler e achei o livro uma merda, muita filosofia e pouca prática (como sou idiota, acostumado com o mundo prático acabo esquecendo o outro lado do cérebro, se dizem que usamos 10% eu devia estar usando menos que 5% afinal não sou 100% prático), porém quando cheguei no meio do livro estava totalmente absorto, envolvido, não queria parar, muita informação, muito raciocínio, muito GENIAL, me identifiquei muito com o livro pois ele utiliza exatamente os conceitos filosóficos para mostrar que antes de escrever devemos ter a mente aberta e clara, para ter a mente aberta e clara devemos pensar e como pensar dói (Agora eu sei porque o créu people é tão feliz, não sentem dor de cabeça). Este não é um livro para quem quer um tutorial, pois ele é um livro vivo, 99% raciocínio e 1% passo a passo. Pontos chaves do livro (que me fez rever e MUITO meus conceitos):
“Ler muito não pode levar a escrever. Pode levar a ler bem – o que será muito importante é claro. Ler bem, por sua vez, pode ajudar a viver, porque o sujeito se informa, se identifica, se transfere, principalmente se anima. Mas o que leva as pessoas a escrever é uma angústia diferente dessas: a angústia de riscar um destino, interferir na história, se colocar no campo de jogo”
Quer afirmação mais empreendedora que esta? Ela acabou de definir que empreendedor tem que escrever. Ponto.Leia para entender o mundo, escreva para transformá-lo. Ponto.
“Uma teoria, uma dissertação, (um blog), não é diretamente oposta a um diário ou a uma carta. Ao contrário, traz consigo as funções do diário (autoconhecimento e autoafirmação) e as funções da carta (procura de alguém, procura de espelho, ouvido e reflexo)”
Leia para saber onde inserir-se, escreva para que os outros se insiram.
“Uma redação (leia-se blog) não é um produto acabado, ..., antes será red-ação: ação de tecer rede aos acontecimentos e relacionamentos, guardando o acontecido na memória verbal das gerações”
Leia para lembrar, escreva para ser lembrado.
“Quem quiser nascer, tem que destruir um mundo” – Herman Hesse
O ato de ler é uma busca incessante de entender, obter respostas para suas dúvidas no mundo. O ato de escrever é responder suas dúvidas, autoafirmando-se, logo criando novas dúvidas, destruindo o seu mundo anterior e criando um novo mundo.