Mais um grande livro feito pelo GURU Seth Godin, ele entende muito de comportamento humano e sociedade, pois traduz num livro simples e curto as 3 coisas que tornam um produto irresistível, o livro foi escrito para ilustrar o como devemos pensar quando queremos colocar adjetivos nos produtos que fazemos, mas se você olhar com outra ótica perceberá que o livro também é sobre empreendedorismo, RH, status-quo, business, e muito mais... 90% é sobre nós e 10% sobre produtos.

O livro foi dividido em 3 grandes momentos: O porquê precisamos de um brinde; Como vender a idéia; Como criar um brinde.

Antes de começar a falar sobre o livro, primeiro vocês precisam entender o que é um brinde, pois há duas interpretações para brinde, a primeira é que brinde pode ser o que todo mundo já conhece sobre isso, aquela bugiganga ridícula, que não serve para nada, não muda minha vida em nada, mas que amamos ganhar, ou só porque é de graça ou porque é legal, ou porque simplesmente nos faz fugir da realidade, como pirulitos com pó de açúcar, bala com recheios de chicletes, sucrilhos com adesivos de Power Ranger, ovo de chocolate com brinquedos, até carros com entrada para iPod. A segunda possibilidade de entender brinde (que também é muito usada, às vezes misturada com a primeira) é que brinde não necessariamente é algo material, pode ser uma qualidade, característica, serviços ou mesmo uma postura da empresa.

Como quero passar para vocês o que o livro traz de mais importante vou destacar os pontos chaves de cada seção:

Porque eu preciso de um brinde?

Primeiro entenda de que nem todo mundo pensa como você, na face da terra existem os racionais e os passionais, os racionais compram porque precisam, os passionais compram porque algo os faz sentir legal, então suponhamos que o mundo é composto por 50% racionais e 50% passionais então não dedique 80% do seu MTQ em provar de forma racional a necessidade que as pessoas tem do seu produto.

Segundo, as empresas geralmente compram segundo critérios extremamente racionais certo? ERRADO, pois quem compra para as empresas são seres humanos 50/50 logo existe a possibilidade de que haja um humano passional chefe do setor de compras do seu cliente.

Terceiro ninguém compra nos tempos modernos seguindo critérios antigos, o mundo mudou e os critérios também, por exemplo, antigamente as pessoas precisavam de um corrimão dentro do elevador, para se sentirem seguras e confortáveis, as pessoas tem medo de mudanças, elas adoram o status-quo, mas estão dispostas a mudar se o status-quo mudar. Nossa função é mudar o status-quo, ao invés de contrariá-lo.

Seth, nessa fase apresenta o conceito de soft-innovation, que é uma inovação pequena, sem muita complexidade, que qualquer pessoa como você e eu podemos criar, uma inovação que até seu concorrente pode copiar, mas que destaca seu produto por ser o que se preocupa com o conforto, não somente físico, mas psicológico do cliente, assim o Seth passa algumas páginas explicando que você precisa fazer.

Para você criar um brinde, não basta ter a idéia, tem que saber colocá-la em prática, convencer superiores, mudar o status-quo aos poucos, até torná-lo obsoleto, convocar toda a empresa a acreditar em seu brinde como se fosse a idéia fosse deles. Esse é o tom da segunda parte.



Como vendo a idéia de que minha empresa precisa criar um brinde?

Primeiro, para vender uma idéia você tem que se apropriar dela, se tornar seu dono, moldar e empacotar, saber se tem capacidade de executar, pois muitas vezes você inventa mais outra pessoa leva os louros por torná-la possível.

Mais importante que a idéia é sua execução.

Para o possuidor de um conjunto de habilidades e virtudes como essas ele dá o nome de Paladino. Paladino é o cara que é capaz de pegar uma idéia, acreditar nela como realidade absoluta, matar os hereges e evangelizar seus colegas de trabalho a disseminar a igreja da sua idéia. Como na cruzada, o paladino é o defensor e executor da idéia. Ele pega uma idéia, transforma em soft-innovation e coloca no mercado.

O paladino para vender uma soft-innovation tem que primeiro responder para si mesmo as 3 perguntas que resumem o alicerce de uma soft-innovation.
  1. Vale a pena, sacrificar sua cabeça pela a idéia?
  2. Sua idéia vai dar certo se for feito pela concorrência?
  3. Será que você é capaz (e tem coragem) de ser o paladino dessa idéia? (Porque se não for, passe para alguém, os empregos dos seus colegas dependem disso.)
O papel principal do Paladino é antes de qualquer coisa, saber os caminhos para tornar qualquer idéia realizável. (Isso tem muito a ver com empreendedorismo, pois ser paladino é ser empreendedor, pensar como chefe, assumir o controle e todo o bla blá blá do Max Geringer)

O paladino é capaz de convencer seu chefe de que a idéia é rentável e foi ele que pensou nisso. Alguns chegam a tirar partes óbvias do projeto só para que seus chefes não deixem passar esses “furos” e se apropriem da idéia.

Eu acredito (IMHO) que uma empresa para ter MAIS lucro ela aperfeiçoa o status-quo, para obter NOVOS lucros ela desafia o status-quo. Para crescer ela pode aperfeiçoar ou desafiar, mas em qualquer dos casos Ela tem de optar estrategicamente sobre a forma do trabalho, fazer pode ser difícil ou trabalhoso. Tarefa difícil é aquele que requer coragem e insight. Tarefa trabalhosa é aquela que exige inúmeros recursos financeiros, humanos, muito tempo e tem inúmeras atividades secundárias. Criar o design do Museu de Arte Contemporânea que Niemayer foi uma tarefa difícil, construir foi trabalhoso.

Se tornar um paladino de projetos de brindes é uma tarefa difícil, pois tarefas trabalhosas são fáceis de evitar, o trabalho difícil será exatamente aquilo que o fará ser promovido. Simples assim.

Para ajudar o futuro Paladino, o autor dá de canja, várias táticas possíveis, como:
  • Faça Perguntas Obrigatórias; (faça-os responder suas próprias perguntas)
  • Deixe urinarem na sua idéia;
  • Pense como um artista;
  • Tente convencer indivíduos não a corporação;
  • Desafios a aperfeiçoar a sua idéia;
  • Reconheça o status-quo; (e o que há de errado nele que o torna obsoleto)
  • Faça um protótipo; (Essa é matadora)
  • Invente um vocabulário; (Assim ninguém dominará mais o assunto que você)
  • Aceite um pouquinho;
  • Desenhe um retrato do futuro; (Obrigatória, pois se você não vê o futuro, porque deveriam mudar em então)
  • Assuma a responsabilidade; (Seu frouxo!)
  • Use os mesmo truques de Hollywood; (Um pouco de artes cênicas não faz mal a ninguém)
Comunicação é a transferência de emoções.

Essa frase simples resume tudo o que precisamos saber sobre comunicação, na próxima vez que for falar com alguém sobre qualquer coisa, lembre-se de transferir alguma emoção, pois senão tiver emoção, você é apenas um papel auto-reproduzivel ambulante.

Como crio um brinde?

A procura dos próprios limites, em busca de descobrir o seu melhor e maior potencial, quando nos colocamos ao extremo, nós geralmente nos tornamos melhores e com brindes, rsrsrs. A mesma coisa ocorre, com produtos, serviços, até mesmo com sua empresa.

O nome deste processo é edgecraft. Edgecraft é um processo metódico e mensurável que permite identificar inexoravelmente as soft-innovations que habitam os limites de um conceito já existente.

Uma boa lista de limites a serem explorados são:
  • Limites que geram conversas;
  • Limites que confundem as expectativas;
  • Limites que satisfazem necessidades e desejos reais;
  • Limites destinados a sentidos desprezados;
  • Limites destinados a mercados desprezados;
  • Limites que destacam o brinde;
  • Limites que alteram a estrutura do mercado;
  • Limites que valem a pena ser notados;
  • Crie uma obsessão por um único elemento;
  • Fale em tom de voz diferente;
De que adianta ter um excelente prouto ou serviço se não agrada ninguém? Qual é o foco do problema que sua empresa resolve? Quem tenta ajudar todo mundo acaba não ajudando nnguém nem a si mesmo.

Quando nós estávamos contruindo o InfoControl pensamos que poderia ser um grande ERP para todos os segmentos de mercado, uma maneria megalomaníaca de ver os problemas, ledo engano.

Não vendiamos para ninguém e quando vendíamos exigia uma série de customizações que davam mais prejuízo do que lucro.

Então decidimos terum nicho de mercado e nós nos encontramos nas empresas de serviços profissionais.

Contrate os clientes certos, para que haja sinergia nas funcionalidades e até nos erros, pois o cliente tem sempre razão, mas geralmente ele não sabe o que quer.

Se o McDonalds perguntasse para o Brasileiro qual o sanduíche ideal , eles responderiam McFeijão c/ Arroz.
Marketing Mercado Nicho Produto Produto Empresa
A arte de transmitir experiência
Recentemente estive de férias no Maranhão e entre passeios, descansos e diversão, tive refletindo sobre como nossa história é importante, não somente para nós, mas também como elemento persuasivo sobre acertos e erros. Agora reconheça, quando alguém que confiamos fala que um filme não presta, dificilmente o escolhemos na fila do cinema.

Esse tipo de situação ocorre todos os dias, as pessoas adoram contar experiências, a busca eterna da sua tribo, uma forma de precaver os mais jovens, ainda mais se vem de pessoas em que temos semelhanças ou a mesma visão.

O ato de contar a sua história é uma grande idéia de criar um vinculo psicológico com a sua audiência, pois alem de aproximar, você dá abertura para que ela se comunique com você. Usado por poucos como ferramenta, muitos ainda ignoram, por exemplo; Políticos pregam que você tem que contar sua história e não deixar que essa tarefa seja realizada por outros; Marketeiros já acham que você deve contar uma boa história, não necessariamente a sua (para eles nossa história nunca é boa); Psicólogos acreditam que contar a sua história é a melhor maneira deles detectarem nossos bloqueios.
E ai? Eu te contei a minha. Qual é a sua?
Marketing Produtos História Empresa

Minhas Leituras!

Não necessariamente nessa ordem!
  1. Xeque-Mate, Garry Kasparov 
  2. Brinde Grátis, Aproveite, Seth Godin 
  3. Caminhos e Escolhas, Abilio Diniz
  4. Positioning, Al Ries & Jac Trout
  5. Good to Great, Jim Collins
  6. Pequeno Principe
  7. Virando a própria mesa, Ricardo Semler
  8. Execução, Bossidy & Charam
  9. Tribes, Seth Godin
  10. Back to the Napkin 
  11. Redação Inquieta, Gustavo Bernardo
  12. Rules for Revolutionaries, Guy Kawasaki
  13. Primeiro, quebre todas as regras, Buckingham
  14. Creating Customer Evangelists, Ben McConnell
  15. Guerrilla Marketing, Jay Conrad Levinson
  16. Selling the dream, Guy Kawasaki
  17. 22 leis imutaveis do Marketing, Al Ries & Jack Trout
  18. Influence, Robert Cialdini
  19. 48 leis do poder
  20. Reality Check, Guy Kawasaki
  21. Peopleware
  22. Liderança na Biblia, Lorin Woolfe

Li e gostei!